Sou o Eduardo, especialista em conectividade M2M e IoT aqui na IOT Conect, e hoje vou explicar um conceito técnico que está na base de praticamente todo sistema de rastreamento e localização que utilizamos no dia a dia: o GNSS, e como essa tecnologia se relaciona com os chips M2M que fornecemos para nossos clientes.
Se você já se perguntou como um rastreador veicular sabe exatamente onde está, ou viu o termo GNSS em alguma especificação técnica de equipamento e ficou com dúvida sobre o que ele realmente significa, esse artigo vai esclarecer tudo de forma direta.
O que é GNSS?
GNSS é a sigla para Global Navigation Satellite System, ou Sistema Global de Navegação por Satélite, em português. É o termo guarda-chuva que reúne todos os sistemas de satélites utilizados para determinar a posição geográfica de um receptor em qualquer ponto da Terra.
Muita gente usa o termo GPS como sinônimo de qualquer sistema de localização por satélite, mas isso é tecnicamente impreciso. O GPS, sigla para Global Positioning System, é apenas um dos sistemas que compõem o GNSS, desenvolvido e operado pelos Estados Unidos. O GNSS inclui também outros sistemas de outras nações e blocos, como o GLONASS russo, o Galileo europeu, o BeiDou chinês e sistemas regionais complementares.
Quando um dispositivo é descrito como compatível com GNSS, e não apenas com GPS, significa que ele tem capacidade de captar sinais de múltiplas constelações de satélites simultaneamente, não ficando limitado a uma única rede.
Como funciona o GNSS na prática?
O funcionamento do GNSS é baseado em um princípio chamado triangulação ou, mais precisamente, trilateração. Cada satélite da constelação transmite continuamente um sinal contendo sua posição exata e o horário preciso da transmissão.
O receptor GNSS instalado no dispositivo, seja um rastreador veicular, um smartphone ou qualquer outro equipamento, capta os sinais de múltiplos satélites simultaneamente. Calculando o tempo que cada sinal levou para chegar até o receptor, o dispositivo determina a distância até cada satélite. Com a distância de pelo menos quatro satélites diferentes, o receptor consegue calcular sua própria posição em três dimensões, latitude, longitude e altitude, além do horário exato.
Quanto mais satélites de diferentes constelações o receptor conseguir captar simultaneamente, maior a precisão e a velocidade do cálculo de posição, especialmente em ambientes desafiadores como áreas urbanas com prédios altos, regiões de vegetação densa ou locais com obstrução parcial do céu.

GNSS x GPS: por que a diferença importa para rastreamento M2M?
Essa distinção técnica tem impacto prático real na qualidade do rastreamento veicular e de ativos. Um dispositivo que utiliza apenas GPS depende exclusivamente dos satélites da constelação americana, que em determinados horários e regiões podem ter menor quantidade de satélites visíveis acima do horizonte.
Um dispositivo com receptor GNSS multiconstelação, capaz de captar GPS, GLONASS, Galileo e BeiDou simultaneamente, tem acesso a um número muito maior de satélites visíveis em qualquer momento e local. Isso se traduz em três benefícios práticos diretos para aplicações de rastreamento:
Maior precisão de localização: com mais satélites disponíveis para o cálculo, a margem de erro da posição calculada diminui significativamente.
Fixação de posição mais rápida: o tempo que o dispositivo leva para calcular sua primeira posição após ser ligado, conhecido como time to first fix, é reduzido quando há mais satélites disponíveis para o cálculo inicial.
Melhor desempenho em ambientes desafiadores: em áreas urbanas com prédios altos, vales, túneis parcialmente cobertos ou regiões de vegetação densa, onde a visibilidade do céu é parcialmente obstruída, ter acesso a múltiplas constelações aumenta a probabilidade de manter sinal suficiente para cálculo confiável da posição.
Como o GNSS se relaciona com o Chip M2M?
Esse é o ponto que gera mais confusão entre clientes que estão estruturando projetos de rastreamento e telemetria, e é importante esclarecer com precisão técnica: o GNSS e o chip M2M são duas tecnologias completamente distintas e independentes, que trabalham juntas no mesmo dispositivo, mas cada uma cumprindo uma função diferente.
O GNSS é responsável por determinar onde o dispositivo está, captando sinais de satélites para calcular a posição geográfica. Essa função não depende de rede celular, de operadora ou de qualquer conectividade terrestre. Um receptor GNSS funciona de forma completamente autônoma, captando sinais diretamente dos satélites em órbita.
O chip M2M é responsável por transmitir essa informação de posição, já calculada pelo módulo GNSS, para a plataforma de gestão ou para o sistema de monitoramento. É o chip M2M que envia, pela rede celular, os dados de latitude, longitude e demais informações de telemetria coletadas pelo dispositivo até o servidor onde essas informações são processadas e exibidas para o gestor da frota ou operação.
Em outras palavras, o GNSS é o sistema de localização do dispositivo, e o chip M2M é o sistema de comunicação que leva essa localização até quem precisa monitorá-la remotamente. Sem o GNSS, o dispositivo não sabe onde está. Sem o chip M2M, mesmo sabendo onde está, o dispositivo não consegue informar essa posição para ninguém à distância.
O Chip M2M da IOT Conect é compatível com dispositivos GNSS?
Sim, integralmente. Os chips M2M da IOT Conect são compatíveis com qualquer dispositivo equipado com módulo GNSS, seja ele baseado em GPS, GLONASS, Galileo, BeiDou ou qualquer combinação multiconstelação, porque a compatibilidade nesse caso não depende do chip M2M, e sim do próprio hardware do receptor GNSS instalado no equipamento.
A função do chip M2M da IOT Conect é garantir que a conexão de dados utilizada para transmitir as informações de posição calculadas pelo GNSS seja estável, confiável e com a cobertura adequada para a aplicação. Nesse sentido, o chip M2M multioperadora da IOT Conect é especialmente recomendado para dispositivos GNSS de rastreamento veicular e de ativos, pois garante que, independentemente de onde o veículo ou ativo esteja localizado geograficamente, exista conectividade celular disponível para transmitir essa posição até a plataforma de gestão.
Não existe nenhuma incompatibilidade ou requisito técnico especial entre o chip M2M da IOT Conect e dispositivos GNSS. Qualquer rastreador veicular, dispositivo de telemetria ou equipamento de IoT que utilize GNSS para localização pode operar normalmente com os chips M2M fornecidos pela IOT Conect, nas tecnologias 2G, 3G, 4G, 5G, CAT-M1 e NB-IoT.
Por que essa combinação é tão comum em rastreamento veicular?
A combinação de receptor GNSS com chip M2M é praticamente o padrão de qualquer dispositivo de rastreamento veicular sério no mercado, justamente porque cada tecnologia resolve uma parte diferente e essencial do problema.
Os fabricantes de rastreadores veiculares projetam seus equipamentos com módulo GNSS embarcado para garantir cálculo preciso de posição, e deixam um slot para SIM card ou chip M2M soldado para que o cliente final escolha o provedor de conectividade mais adequado para sua operação. É exatamente nesse ponto que a IOT Conect entra, fornecendo a conectividade M2M que conecta o dispositivo já equipado com GNSS à internet, permitindo que a posição calculada chegue até a plataforma de gestão da frota.
Para Danilo Benedito, Diretor e Fundador da IOT Conect, “muitos clientes chegam até nós com dúvida se o chip M2M precisa ter alguma característica especial para funcionar com GNSS, e a resposta é que essas duas tecnologias são independentes. O que realmente importa é garantir que o chip M2M tenha a cobertura e a estabilidade necessárias para transmitir a posição calculada pelo GNSS em qualquer lugar que o dispositivo esteja, e é exatamente isso que entregamos com nosso chip multioperadora.”
Qual chip M2M escolher para dispositivos com GNSS?
Para a grande maioria dos dispositivos de rastreamento que utilizam GNSS para localização, o chip M2M multioperadora da IOT Conect é a escolha mais recomendada, justamente porque elimina o risco de pontos cegos de cobertura celular que impediriam a transmissão da posição calculada pelo GNSS, mesmo que o módulo de localização esteja funcionando perfeitamente.
De nada serve um dispositivo com excelente precisão de GNSS se o chip M2M não conseguir transmitir essa informação por falta de sinal de uma operadora específica em determinada região. O chip multioperadora resolve esse problema ao selecionar automaticamente a melhor rede disponível entre TIM, Vivo, Claro e Algar em cada ponto da operação, garantindo que a posição calculada pelo GNSS sempre chegue até o destino.
A IOT Conect oferece chips M2M nas tecnologias adequadas para qualquer dispositivo equipado com GNSS, com planos de dados dimensionados conforme a frequência de transmissão de posição e o volume de telemetria adicional de cada projeto.
FAQ — Perguntas Frequentes sobre GNSS e Chip M2M
Qual a diferença entre GPS e GNSS?
GPS é apenas um dos sistemas de satélites que compõem o GNSS, operado pelos Estados Unidos. GNSS é o termo que reúne todos os sistemas de navegação por satélite disponíveis, incluindo GPS, GLONASS, Galileo e BeiDou. Dispositivos compatíveis com GNSS multiconstelação têm acesso a mais satélites simultaneamente, o que aumenta a precisão e a velocidade de cálculo de posição.
O chip M2M da IOT Conect funciona com qualquer dispositivo GNSS?
Sim. O chip M2M e o módulo GNSS são tecnologias independentes que trabalham juntas no mesmo dispositivo. O GNSS calcula a posição, e o chip M2M transmite essa posição pela rede celular até a plataforma de gestão. Não há incompatibilidade entre os chips M2M da IOT Conect e qualquer receptor GNSS, seja ele baseado em GPS, GLONASS, Galileo, BeiDou ou combinações multiconstelação.
Por que o chip M2M multioperadora é recomendado para dispositivos com GNSS?
Porque o GNSS calcula a posição do dispositivo independentemente de rede celular, mas é o chip M2M que transmite essa posição até o sistema de gestão. Se o chip M2M não tiver cobertura em determinada região, a posição calculada pelo GNSS não chega ao destino. O chip multioperadora elimina esse risco ao selecionar automaticamente a melhor rede celular disponível em cada ponto da operação.
Preciso de um chip M2M especial para rastreadores com GNSS multiconstelação?
Não. A compatibilidade com GNSS multiconstelação é uma característica do hardware do receptor de localização do dispositivo, não do chip M2M. Os chips M2M da IOT Conect funcionam normalmente com qualquer rastreador ou dispositivo de telemetria, independentemente de qual tecnologia de GNSS o equipamento utiliza para calcular sua posição.







